quinta-feira, 30 de junho de 2011

É no São João que os prefeitos se arrumam


"Muito bem, o São João passou, o São Pedro também, ficou a lembrança, mas não custa nada esquentar o caldo. Vamos a ele.


Houve um tempo em que as festas de São João tinham sabor de milho verde, canjica, pamonha, quentão e, para temperar mais ainda a coisa, muito forró pé de serra. Os bailes aconteciam nos clubes sociais das cidades do interior, nas palhoças e em latadas cobertas de palhas. O chão batido das casas era molhado com água para acalmar a poeira e os dançarinos faziam o pinicado a noite inteira, até o dia clarear. Os grandes bailes contavam com as quadrilhas juninas, marcadas em francês e com os pares obedecendo o comando para fazerem o túnel, o anarriê e etc


Tempo de inocência, em que o povo saudava o santo da fogueira como forma de agradecer pelas chuvas vindas do céu, sinônimos de fartura e de decência para o homem do campo.
O tempo passou, veio a modernidade, a sabedoria dos governantes ficou mais saliente e agora a festa de São João virou show, um grande show, animado por bandas caríssimas, que cobram o olho da cara para se apresentar em praça pública. Ninguém dança mais, a quadrilha ficou restrita aos grupos de bairros que se descaracterizaram, ficando a cara das escolas de samba do Rio de Janeiro.


O mais grave, porém, é que com as mudanças veio também a safadeza. Alguns prefeitos inescrupulosos aproveitam a desculpa do São João para se tornarem empresários das grandes bandas, rachando com elas o cachê milionário pago com o dinheiro público. E tome dinheiro, e tome banda, e tome gente besta aplaudindo o edil, que finge dar diversão ao povo e, em vez disso, rouba o dinheiro desse povo. Não são todos, ressalto. Existem os honestos. Municipios com tradição de forró, com economia bastante para bancar a festa e receber turistas, são as exceções nesse caso.
Mas o leitor por acaso acredita que uma cidadezinha de merda, com menos de dois mil habitantes, sem renda e sem meios de sobrevivência, sem estrada para receber turista, sem atração nenhuma, com uma rua só, tipo aquela que o sujeito peida na entrada da cidade e sente a catinga na saída, tem condições de dançar forró ao som de Capim Cubano? Tem não, amigo. Ali o prefeito recebe a ajuda do Governo Federal ou Estadual, paga a parte do Capim e bota o resto do capim no bolso. É assim de ponta a ponta, de cabo a rabo. Ou será que alguém acha normal Prefeituras que vivem atoladas em dívidas, sem pagar em dia aos fornecedores, atrasando o duodécimo da Câmara, arrochando o salário do servidor, de repente apresentem bandas e mais bandas como atrações do São João de suas cidades? Só acha normal o idiota ou quem está roubando junto com o prefeito."
Por Tião Lucena
fonte: http://www.blogdotiaolucena.com.br/
           Voz de pedra
TCU divulga lista com 286 inelegíveis na Paraíba.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, recebeu nesta segunda-feira (21), a relação de gestores públicos, ocupantes de cargos ou funções, que tiveram suas contas julgadas irregulares do presidente do Tribunal de Contas (TCU), ministro Ubiratan Aguiar. Em nossa Região, os contemplados foram: José da Costa maranhão. João de Deus Ferreira da Silva. Este ultimo com tres citações.
 
Para conferir a lista completa em pdf clique aqui.

Cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU), de acordo com a Lei das Eleições (Lei 9504/97) apresentar à Justiça Eleitoral, até o dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleições, a relação dos responsáveis que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente.

O TCU não declara a inelegibilidade de responsáveis por contas julgadas irregulares. Essa competência é da Justiça Eleitoral. Ao Tribunal cabe apresentar a relação das pessoas físicas que se enquadram nos requisitos legais. A “lista de responsáveis com contas julgadas irregulares” é a relação das pessoas físicas com contas julgadas irregulares, não falecidas, ocupantes de cargos públicos à época da irregularidade e cuja decisão que julgou suas contas não teve sua eficácia prejudicada pela interposição tempestiva de recurso.
 
 


 
 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Paraíba deve ter inverno intenso com chuvas 30% acima da média

            
Nesta terça-feira (21) tem início oficialmente o inverno, a estação mais chuvosa do ano. As previsões meteorológicas dão conta que as chuvas na Paraíba devem ficar 30% acima da média normal para o período. O que significa que os paraibanos terão um inverno mais intenso do que o de 2010, quando o índice pluviométrico registrado foi baixo. As informações são da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa)

De acordo com o setor de meteorologia da Aesa, quase todas as regiões da Paraíba terão chuvas durante o inverno. Mas, elas devem acontecer com mais frequência nas regiões do Agreste, Brejo e Litoral, sendo que a intensidade deve ser maior nesta última. “É normal que hajam chuvas intensas principalmente sobre a região litorânea”, disse o meteorologista Alexandre Magno.

O meteorologista explicou que já no início da estação, a região do Litoral deve enfrentar chuvas mais fortes que as de 2010. “Os índices devem ficar dentro ou acima da média histórica para o período no mês de julho. A média é de 250 milímetros e pode chover algo em torno de 300 milímetros, o que representa cerca de 30% a mais”, afirmou. Alexandre reforçou que em 2010 os índices do inverno ficaram abaixo do esperado.

Fonte: Paraiba1

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estação Ferroviaria da Great Western do Brasil.

HISTORICO DA LINHA: O ramal de Bananeiras teve seu primeiro trecho entregue em 1910 e chegou em Bananeiras somente em 1925. Foram 15 anos para entregar 35 quilômetros, Deveria avançar mais outros 35-40 km para atingir Picuhy, o que jamais aconteceu. Em 1966, o trem deixou de circular pelo ramal. Em 18/04/1970, o ramal foi oficialmente suprimido. 


A ESTAÇÃO: A estação de Camucá foi inaugurada em 1913 pela Great Western, como ponta de linha do ramal. Em 1922 o ramal foi prolongado até Manitu. Em 1932, a estação e a cidade já se chamavam Borborema. Em 1966, o trem deixou de passar pela estação. Borborema destacou-se por muito tempo na produção de rapadura, existentes nos engenhos do município e em todo o Brejo Paraibano. A vinda dos trilhos em 1913 facilitou o maior escoamento deste e de outros produtos comuns na região. Na época da vinda dos trilhos até Borborema, ela era distrito de Bananeiras. A estação ferroviária de Borborema foi desativada em 1968 pela RFN, por ordem do Governo Federal. O prédio hoje serve como a sede da Secretaria de Educação do município de Borborema.
 A estação de Borborema, sem data, mas já desativada. Foto Albanisa Assunção
A estação nos anos 1960. À esquerda dela a casa do agente. Foto enviada por Jonatas Rodrigues

 A estação em 10/2009. Foto Jonatas Rodrigues

 A estação em 10/2009. Foto Jonatas Rodrigues

Armazém da estação em 10/2009. Foto Jonatas Rodrigues  

A estação de Manitu foi inaugurada em 19 de Outubro 1922 pela Great Western, como ponta de linha do ramal de Bananeiras. Fica na fronteira com o município de Borborema. A palavra Manitu significa "Olho D'água" em Tupi. O início dos trabalhos de prolongamento até Bananeiras foram iniciados em Março de 1920, partindo de Borborema, em 1925 o ramal chegou até Bananeiras, e esta ficou sendo a estação terminal do ramal até sua desativação em 1967. A estação ainda está de pé, bastante degradada.
A estação de Manitu, em 1922, pouco antes da sua inauguração, mas já com trilhos. Foto da revista Ilustração Brasileira 
Fachada da estação de Manitu em 2007. Acervo Jonatas Rodrigues 
 
Aramazém da estação de Manitu em 2007. Acervo Jonatas Rodrigues 
 
 
 Túnel da serra da viração-O túnel ferroviário de Bananeiras foi aberto no ramal de Bananeiras. Em 1922 já estava pronto, ainda sem os trilhos. Foi aberto em 1925 junto com o trecho até a estação de Bananeiras, que acabou sendo o ponto final do ramal, que deveria seguir até Picuí. O túnel em 1922 se chamava "Túnel da Garganta da Viração". O túnel tem 202 metros de comprimento por 8 de altura. Foi fechado com a linha em 1967, mas sobrevive até hoje. Os trilhos foram totalmnente retirados, sem resquícios destes. Curiosamente, somente uma das três fotos, de 1922 e de 2006, têm trilhos, ainda em obras. Nas outras duas, antes e depois da abertura e do fechamento da linha. Hoje é um túnel rodoviário de uma estrada que é o leito original da antiga linha e até hoje sem asfalto. (Fontes: Estações Ferroviárias da Paraíba, Jonatas Rodrigues, 2009; revista Ilustração Brasileira, 1922).






Fonte e fotos:http://estacoesferroviariaspb.blogspot.com/2009_10_01_archive.html
                     http://www.estacoesferroviarias.com.br/paraiba/manitu.htm
                     http://jonatasarquivos.blogspot.com/search/label/EstaçõesFerroviariasdaparaiba
                     


Em Borborema-PB. Governo do Estado pede que município desocupe o prédio onde funciona a prefeitura.

Uma notícia abalou a administração atual do município de Borborema-PB.

O Prefeito José Roberto, o 'Rei', tomou conhecimento esta semana que o prédio onde funciona a prefeitura municipal está sendo pedido pelo governo do estado da Paraíba.


De acordo com as informações, o terreno onde o prédio foi construido foi doado pela prefeitura a pouca mais de vinte anos, e agora o estado quer a utilização do mesmo.


Em participação no jornal da 99/1ª Edição, o prefeito disse que recebeu a infomação com muita surpresa. "Nem lembrávamos mais que o prédio pertencia ao estado. Fiquei surpreso em receber o comunicado de termos 60 dias para deixar o prédio." Disse Rei


O prefeito disse que a determinação do estado é que a prefeitura compre o prédio ou o desocupe para que o estado possa aluga-lo para outro departamento.


O gestor frisou que a prefeitura não tem condições financeiras para comprar o prédio.


Rei destacou que tentará um acordo com o governo do estado, uma vez que, há prédio municipais emprestados ao estado, a exemplo, do prédio onde funciona a delegacia de polícia.

fonte:http://blogdomagopb.blogspot.com/2011/06/em-borborema-pb-governo-do-estado-pede.html

quarta-feira, 1 de junho de 2011

É ASSIM QUE A GENTE FALA

Ismael Gaião da Costa

Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
 

O Nordeste é excelente
Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala


Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
E coisa ruim é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro

Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caxaprego
 

Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Qualquer botão é Pitoco
E confusão é Arenga

Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado
 

O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado
E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto


Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala


Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bala é Confeito
Rir de alguém é Mangar

Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Inxirir
E correr é Dar Carreira
 

Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira


Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela
E nessa língua eu vou fundo
 

Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar

Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
 

E uma fofoca é Babado
Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente de casa é Terreiro

Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
 

Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala


Aqui valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada
E pão-duro é Amarrado

Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado
 

Tocar em algo é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar

Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada
Vitamina dá Sustança
 

A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada

Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
A sandália é Percata
Uma correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
 

O cascudo é Cocorote
E o folgado é Folote
É assim que a gente fala

Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
 

Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é pra negação
Nas costas, é na Cacunda

Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
 

Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso
Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha

Não concordo, é Pois Sim
Tô às ordens é Pois Não
Beco ao lado é Oitão
A corrente é Trancilim
Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala


A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau
Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
 

E quem namora Chumbrega
Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado

Estilingue é Baladeira
 

Uma prostituta é Quenga
Cabra medroso é Molenga
Um baba ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axilas é Suvaco
E cabra ruim é Mala
 

Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala


Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
 

Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar


A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
 

Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
 

Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga

Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Nosso lombo é Ispinhaço
Faltar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
 

Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Ingembrado
É assim que a gente fala


Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Nosso lombo é Ispinhaço
Faltar aula é Gazear
 

Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado Com dor no corpo, Ingembrado
É assim que a gente fala


Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra, é Bóia
E muita gente é Cambada
 

O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Ter um azar é Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha


Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo
Quem é medroso é um Frouxo
E comprimido é Cachete
Sujeira em olho é Remela
Quem não tem dente é Banguela
 

Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca 

Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala


Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Quem está desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego
Coisa fácil é Fichinha
 

Dose de cana é Lapada
Empurrão é Dá Peitada
E o banheiro é Casinha

Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina!
É assim que a gente fala


blog do tião lucena